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Foto da Semana #286

Rachel Skarsten como Elizabeth I na série Reign, em 2016.

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“Medieval Courses” lança curso online sobre as Seis Esposas de Henrique VIII

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O site “MedievalCourses.com” lançou hoje um novo curso sobre as Seis Esposas de Henrique VIII, escrito e narrado pelo historiador britânico Gareth Russell, autor de romances e livros de história não-ficção como “An Illustrated Introduction to the Tudors” e “A History of the English Monarchy from Boadicea to Elizabeth I”. Com sete unidades, o curso se chama “The Six Wives of Henry VIII – Monarchy and Matrimony in Tudor England”, custa 30 dólares e examina a forma com que a política e a vida privada formaram a históra de cada Rainha de Henrique VIII, desembaraçando suas histórias dos mitos que as cercam e usando cada esposa para explorar um aspecto diferente da Dinastia Tudor.

Uma vez pago, o acesso ao curso – que se trata de palestras em áudio – é vitalício. Com a compra, você tem acesso a 195 minutos de áudio, transcrições de PDF de cada palestra e um certificado. O título de cada unidade é: “Queens Regent: Katherine of Aragon and the problem of foreign alliances” (Rainhas Regentes: Catarina de Aragão e o problema das alianças estrangeiras); “The Rise and Fall of Anne Boleyn: Politics and personalities at the heart of Tudor government” (A ascenção e a queda de Ana Bolena: Política e personalidades no coração do governo Tudor); “Sweet Lady: Jane Seymour and the quest for the perfect Tudor queen” (Doce Senhora: Jane Seymour e a busca da perfeita rainha Tudor); “On Foreign Shores: Anne of Cleves and the experience of royal arranged marriages” (Em margens estranfeiras: Ana de Cleves e a experiência real de casamentosa arranjados); “The Queen in the North: Catherine Howard and the Queen as a symbol of Tudor monarchy” (A Rainha no Norte: Catarina Howard e a Rainha como um símbolo da monarquia Tudor); “The Crises of 1546: Katherine Parr and the attack on the Queen’s household” (As crises de 1546: Catarina Parr e o ataque às casas da Rainha); “The Ghosts of Queens: The importance and fascination of Henry VIII’s marriages” (Os fantasmas das Rainhas: A importância e o fascínio do casamento de Henrique VIII).

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Arqueólogos podem ter encontrado um forno de 500 anos da corte de Henrique VIII

forno

Um buraco aparentemente inofensivo no solo de uma propriedade em Chelmsford se tornou sensação em Essex quando uma equipe de arqueólogos descobriu que se trava possivelmente de um forno de 500 anos de idade.

Sabe-se que naquele local Henrique VIII constriuiu um de seus palácios, chamado de Beaulieu. No século 18, a propriedade foi comprada e quase demolida totalmente, sendo reconstruída em novos moldes. Desde 1798, o local é uma escola. Para pesquisarem, os arqueólogos utilizaram alguns mapas mostram como Chelmsford parecia em 1591, e partir dele foi triangulado uma localidade para escavações.

No entanto, foi divulgado, pouco tempo depois, que se tratava de um forno de cal pós-medieval – mas que não tira o crédito da descoberta, uma vez que o mesmo se encontra dentro do antigo castelo de Beaulieu, e que portanto pode ter sido usada na corte do Rei.

Fonte: Essex Live [1], [2].

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Foto da Semana #285

Megan Follows como a Rainha Catarina na série Reign, 2014.

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Ana de Cleves e o filho de Sua Majestade, o Rei

Ana de Cleves grávida

Sabemos que após o seu divórcio com Henrique VIII, Ana de Cleves tentou ao máximo não se envolver com intrigas políticas de qualquer espécie, clamando ser uma simples súdita e boa irmã do Rei. Mas embora tenha evitado os escândalos, o povo da Inglaterra não a havia esquecido. Muitos apreciavam a idéia de que Henrique deveria abandonar a jovem e frívola Catarina Howard para voltar para sua bondosa e repudiada esposa Ana de Cleves.

Apenas 16 meses depois do seu divórcio com o Rei, Catarina Howard caiu das graças reais, no final de 1541. Quando as notícias chegaram à corte de Ana em Richmond, as damas de Ana ficaram felizes e excitadas, acreditando que o Rei poderia voltar para Ana. As damas foram mais tarde interrogadas pelo Conselho Real sobre seus comentários audaciosos sobre os casamentos do Rei, e poucos dias depois uma fofoca grandiosa surgiu: que Ana de Cleves estava grávida, tinha dado a luz a um belo menino, que o rei era o pai e que ela não tinha dito a ele ou proclamado o fato. Esse rumor deixou Henrique e seu Conselho perplexos, especialmente porque Henrique tinha de fato feito diversas visitas à Ana em seu palácio em Richmond, e ainda mais porque Ana tinha visitado o rei em Hampton Court. O Conselho do Rei recebeu tal ordem:

“Sua Majestade acredita que seja indispensável que [o assunto] seja examinado… e que seja questionado a dita Ana de Cleves se realmente teve um filho ou não, como foi reportado; pois Sua Majestade foi informado que sim, e se foi… Sua Majestade colocará grande culpa em seus oficiais por não advertiram Sua Majestade se é verdade. “

Aparentemente, tal escândalo foi rastreado pelo Conselho e foi visto como uma simples fofoca, apesar de ter vindo de seis pessoas diferentes.  Anthony Browne e Ralph Sadler registraram que:

“Nós examinamos também, pouco antes do jantar, e um pouco depois, uma nova questão, sendo reportado que a Lady Ana de Cleves teria dado à luz a um menino; e que não era de ninguém menos que a Majestade, o Rei! [Isso] não é nada mais do que uma abominável calúnia”.

Tal fofoca tinha começado, aparentemente, em uma taverna contada pela sogra e pela esposa do taberneiro, que disse que havia ouvido da esposa de Lilgrave e também da velha Lady Carew, ou seja, Maria Bolena. Tal conto foi passado para o Dr. Cox, que imediatamente informou o Lorde do Selo Privado. O taverneiro foi levado em custódia pelo Bispo de Winchester, assim como a esposa de Lambert.

Eustace Chapuys, como sempre, também estava sabendo da fofoca, e em 11 de Dezembro de 1541 escreveu que “a coisa toda parece um julgamento de Deus”, pois após a indiscrição do comportamento de Catarina ter sido publicado, começaram a surgir rumores de que Ana havia sido confinada para um parto no último verão, e que ela era a verdadeira esposa do Rei.

Essa história dita como “absurda” deixou o Rei e o resto da Europa chocados, colocando Henrique em uma posição ridícula: sua esposa estava sendo investigada por adultério, e logo surge um rumor de que sua ex-esposa estivera grávida dele, e que já havia dado a luz a um menino.  Os apoiadores de Ana, seu irmão e seus aliados protestantes, logo arranjaram um encontro entre Ana e o Rei, para arrumar um reconciliação entre ambos – sabendo que Catarina Howard já não estava no jogo, poderia realmente ser uma possibilidade que o rei voltasse a se casar com Ana.

Sabe-se que Ana ainda queria voltar para os braços do Rei, e que ficou indignada quando soube que ele havia escolhido Catarina Parr para ser sua nova esposa. Dessa forma, podemos pensar que embora Ana não tenha ficado grávida e nem voltado para o rei após a execução de sua antecessora, com certeza dar um herdeiro para Henrique VIII era um dos desejos de Ana para que, quem sabe, o rei voltasse para ela.

Bibliografia:
STRICKLAND, Agnes; STRICKLAND, Elizabeth. Lives of the queens of England, from the Norman conquest. Oxford University: 1851.
Letters and Papers, Foreign and Domestic, Henry VIII, Volume 16, 1540-1541. Acesso em 17 de Junho de 2015.

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O romance entre Elizabeth de York e Thomas Stafford, e a tentativa de assassinato de Henrique VII

henrique e elizabeth

No romance The Tudor Rose, de Margare Campbell Barnes, Henrique Stafford, Duque de Buckingham tem um filho chamado Thomas Stafford, que tem um flerte com Elizabeth de York em 1483. No livro “A Favorita do rei”, de Susan Worth, acontece a mesma história: depois que seu pai, Eduardo IV, morre inesperadamente, Elizabeth Woodville pega seus filhos e vai para o santuário na Abadia de Westminster. Lá, ela encontra um homem chamado Thomas Stafford, mas eles perdem contato assim que ela vai para a corte de Ricardo III. Mais tarde no livro, descobrimos que Elizabeth Woodville sabia que os dois estavam apaixonados, mas para não correr riscos de sua filha desobedecê-la sobre o casamento com Henrique Tudor, Woodville queima as cartas de Thomas. Neste artigo, descobriremos se alguma faceta dessas histórias são verdadeiras.

Nesses mesmos romances, Thomas e seu irmão, Humphrey, se revoltam durante a ascenção de Henrique VII e tentam assassiná-lo: isso realmente aconteceu. Na Páscoa de 1486, Francis, Lorde Lovell, junto de Humphrey e Thomas Stafford, filhos de Humphrey Stafford de Grafton, entraram no Santuário de Colchester, onde Henrique VII estava, e proclamaram rebelião. Eles perderam, é claro, mas depois disso Henrique ficou tão preocupado com a possibilidade de conspirações contra ele que criou um Ato de Parlamento que investigava pessoas da Casa Real que haviam tido participações em qualquer conspiração, feita ou imaginária, que tivesse como objetivo destruir ou assassinar o Rei. Sobre os irmãos Stafford, Humphrey foi executado, mas Lovell desapareceu e Thomas foi perdoado.

De acordo com os romances, Thomas Stafford foi perdoado apenas porque Elizabeth pediu a Henrique que o perdoasse. No entanto, não há provas de que isso seja verdadeiro. Outra situação em que não há provas e que foi alvo de grandes discussões online é que o Thomas Stafford do livro tecnicamente não existe, apesar de aparecer em inúmeros livros, quase sempre ligado à Elizabeth de York. Embora realmente houvessem os irmãos Thomas e Humphrey Stafford, eles eram apenas parentes distantes do Duque de Buckingham, e não filhos dele: Buckingham teve apenas um único filho, chamado Eduardo; embora na época do suposto romance (início da década de 1480) ele tivesse vários filhos, tendo o mais velho deles apenas 5 anos. Também não há registros de nenhum tipo de contato que Thomas Stafford pode ter tido com Elizabeth. Sabe-se, no entanto, que o verdadeiro Thomas Stafford, parente distante do Duque de Buckingham, ter sido perdoado, ele permaneceu um devoto e leal súdito dos Tudor.

Embora seja interessante imaginarmos Elizabeth de York tendo um outro romance além do tão comentado com seu tio, Ricardo III, pode ser muito estressante quando um autor simplesmente inventa pessoas e eventos em seus livros – principalmente se os livros não tem nenhuma explicação da autora sobre suas mudanças radicais na história.

Bibliografia:
PENDRILL, Colin. The Wars of the Roses and Henry VII: Turbulence, Tyranny and Tradition in England 1459-c.1513. Heinemann, 2004.
WORTH, Sandra. The King’s Daughter (Rose of York) Kindle Edition.
Thomas Stafford“.

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