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Erros em “The Tudors”

- O tempo é fundido na série, dando a impressão de que as coisas aconteceram sucessivamente do que realmente aconteceu. Até ao momento, na maioria dos eventos desta série, o Rei Henrique VIII já estava com 30 anos.

- Erro na geografia: A cidade que é descrita como “Paris, França” é na verdade Viena, na Áustria. Pode-se ver claramente a Catedral de Santo Estêvão à esquerda da imagem.

- O personagem da irmã de Henrique, chamada “Princess Margaret” na série, é na verdade um composto das suas duas irmãs: a vida da irmã mais jovem, princesa Maria Tudor, juntamente com o da sua irmã mais velha, Margarida Tudor (para evitar a confusão com a filha de Henrique VIII, Maria I de Inglaterra).[2] Historicamente, a Princesa Maria, foi casada com o rei francês Luís XII da França. A união durou aproximadamente três meses, até à sua morte; Luís foi sucedido pelo seu primo Francisco I da França, que foi casado com Luísa, filha de Cláudia de França. Maria, posteriormente casou com Charles Brandon, 1.º Duque de Suffolk. Como no começo de “The Tudors”, Henrique já está a negociar um tratado de paz com Francisco I, na série a Princesa Margarida aparece a casar com um rei português, que vive apenas alguns dias até que ela o assassina durante o seu sono. Em 1514, ano em que a Princesa Maria se casou com o rei francês Luís XII, reinava Portugal D. Manuel I, com 45 anos, já casado com Maria de Castela (cunhada de Henrique VIII). Na altura dos acontecimentos desta série, o rei português que aparece em idade bastante avançada, era na realidade, o jovem rei João III de Portugal, na casa dos 20 anos. E Charles Brandon (que já estava na casa dos 40 anos) e a Princesa Maria, irmã do rei, estavam casados e tinham três filhos. A irmã mais velha de Henrique, Margarida Tudor, realmente foi casada com James IV da Escócia e tornou-se avó de Maria, Rainha dos Escoceses.

- Na parte superior dos portões de Whitehall e sobre a cabeça do rei; sua coroa tem oito folhas de morango e oito pérolas – está é uma coroa de conde.

- Na cena em que o embaixador de Henrique chega em Urbina, após deixar a carruagem ele passa por uma porta que têm uma identificação de cartão bem visível. Existe também algum tipo de caixa de interruptor perto do leitor e luz elétrica no teto do corredor.

- Quando o Duque de Buckingham está para ser executado ele se agarra no tronco. Anthony Kniver estica os braços dele. Na próxima cena ele ainda está segurando, e em seguida, pouco antes de o machado cair, ele está com os braços esticados.

- Elizabeth Blount foi amante de Henrique e deu-lhe um filho ilegítimo (Henrique Fitzroy), historicamente, o seu filho não morrera na infância. Fitzroy morreu com 17 anos em 1536, cerca de 10 anos antes da morte do seu pai, Henrique VIII. Blount também não foi casada até ao nascimento de Henry Fitzroy.

- Na cena em que Ana Bolena está falando com o seu pai ele carrega um falcão. Esse é um Falcão de Harris (Parabuteo unicinctus), que é uma raça americana, não conhecida na Inglaterra naquela época.

- Quando Brandon conversa com Margaret em seu quarto no novio indo para Portugal está tendo uma tempestade lá fora e vemos as lâmpadas balançarem e a câmara oscilar, mas  em cima da mesa têm um copo com vinho que não se mexe.

- Thomas Tallis está trabalhando em sua partitura quando é abordado por duas meninas. Quando ele se vira para falar com ela a partitura está em branco, mas na cena seguinte está tudo preenchido com notas. Também não há evidências históricas que compositor Thomas Tallis era bissexual, como retratado na série.

- A política papal retratada nos vários episódios da série também não têm clara relação aos acontecimentos reais. Sobre o Papa Alexandre é descrita a sua morte no momento do Campo do Pano de Ouro, encontro entre Henrique e Francisco (em 1520), enquanto que o actual papa, nesse momento, Leão X, morreu subitamente no final de 1521. E não houve nenhum papa chamado Alexandre desde 1503, antes do início do reinado de Henrique. Um cardeal Orsini é descrito como sendo eleito após a morte de Alexandre (o Papa fictício), o que, mais uma vez, não corresponde à história real, quando na realidade foi eleito para suceder Leão X, o Cardeal Adriano Florenz, então adquirindo o nome de Adriano VI e após a sua morte apenas um ano mais tarde, o Cardeal Medici, adquirindo o nome de Clemente VII, que iria recusar-se a permitir o divórcio de Henrique, foi eleito para o trono papal.

- No início do julgamento do divórcio de Catarina e Henrique, a multidão fora do tribunal aplaude. É possível ver claramente um braço de alguém usando relógio de pulso.
– No primeiro episódio, o embaixador inglês descrito como o tio de Henrique VIII é assassinado em Itália pelos franceses; na realidade Henrique não teve tal tio. Contudo, o personagem é chamado “Courtenay”, sugerindo William Courtenay, 1.º Conde de Devon, que foi casado com a tia de Henrique, Catarina de York, mas morreu de pleurisia em 1511.

– O episódio ocorre em 1532, e vemos uma imagem de São Pedro moderna. A colunata foi projetada por Gianlorenzo Bernini, que nasceu em 1598. A basílica que existe hoje foi construída ao longo do ano de 1500, e em 1530 era um canteiro de obras.
A grande avenida que se estende em linha reta do Vaticano para o Castelo de Santo Ângelo foi construído por Mussolini em 1930.

- O Cardeal Wolsey não foi preso e não cometeu suicídio. Depois de ser acusado de traição, ele fixou-se em Londres para responder às acusações e morreu a caminho de Leicester. Wolsey veio a morrer em 1530, três anos antes da morte da irmã de Henrique, Maria, e na série os dois eventos são justapostos. Além disso, só depois do ano 1630, 27 anos após a morte da filha de Henrique VIII, Isabel I, é que os cardeais da Igreja Católica tiveram o tratamento de “Eminência”, como é conferido ao Cardeal Wolsey na série.

- William Brereton não confessou o adultério com a Rainha Ana Bolena e quase certamente não era um agente papal. Ele era um rico magnata que tinha grandes propriedades em Welsh Marches, onde ele foi implacável e impopular, e provavelmente foi acusado, devido ao desejo de Cromwell em remover um problema político.

- Thomas Cranmer, quando está se apresentando ao rei, está usando uma Cruz Ortodoxa. Nunca um clérigo inglês poderia usar isso.

- O Palácio de Whitehall, conforme indicado para ser o lar de Henrique VIII, desde o início da série, só caiu nas mãos Henrique em 1530 depois de ele ter retirado o Cardeal Wolsey do poder. Até ao momento foi chamado Palácio de York, e foi tomado por Henrique para ser a sua casa e da sua noiva Ana Bolena. O Palácio não foi referido como Palácio de Whitehall até uma década depois.

- O instrumento usado por Mark Smeaton parece ser um projeto de Stradivarius, que não foi criado até 1644. Até o século 18 o violino era tocado contra o peito ou no estômago (isso está bem documentado). O violinista está usando um arco que não foi inventado até o século 19. Além disso, historicamente Mark Smeaton não foi um violinista, e sim um tocador de virginal, espineta e orgão.

- Thomas Cranmer não estava presente na execução de Ana Bolena, nem instigou a multidão a estar de joelhos quando ela foi decapitada. Ele estava a caminhar com Alexander Ales quando ele passou, relatando-se que ele terá se sentado e chorado quando chegou a hora da execução.

– Em uma cena de Ana com Henrique, o colar dela aparece e desaparece em questão de segundos.

- Mark Smeaton é o último homem perante o carrasco. Estranhamente, apesar de o carrasco já ter matado várias pessoas antes, o machado está limpo. Quando o carrasco ergue o machado, ele já está com sangue.

- A “volta” que Ana e Henrique dançam é uma música chamada “Como POden per sas Culpas”, feita pelo Rei Afonso X, da Espanha, em homenagem à Virgem Maria. O rei e a rainha, como reformadores, realmente dançariam uma homenagem a um santo católico?

- Supostamente, o carrasco precisa de muitos golpes para cortar a cabeça de Brereton. Mas durante o segundo golpe, você pode ver claramente que não há cabeça sobre o bloco e que ele não está nem mesmo sujado de sangue.

- Vestidos brancos não eram usados em casamentos até o reinado da Rainha Vitória.

- Uma travessa de carambolas é vista em close-up antes de uma cena com Henique e Brandon. A fruta só foi importada na Europa no século 16 e só chegou na Europa pela primeira vez no século 18.

Fontes: Wikipédia e Tudors Wiki

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20 comentários em “Erros em “The Tudors”

  1. a da carambola eu já tinha percebido rs

  2. Qual eram as cores que se usavam nos casamentos?

  3. Hahaha, seriados e filmes são assim mesmo. Não tem como ter uma veracidade histórica perfeita… mas é mto engraçado ver esses erros assim postados XD

    HAHAIUEHIAUHEIAUHEIUHAE

  4. UHAUHAUSHAS Siim siim (: Queen Anne ♥

  5. Os erros passam despercebidos diante da magnitude da série. O importante é que nos transmite algum conhecimento histórico e nos leva a pesquisar a veracidade dos fatos. Afinal nada é perfeito.

  6. esqueceram de um: a execução de Catherine Howard na série, ela assiste a decapitação de Lady Rochford, e é executada depois. Na realidade ela foi morta primeiro.

  7. A dança “The Volta” eu sabia que estava errado. A do Branco também. A irmã também eu sabia.
    Agora o restante para mim era novidade, é muito legal e interessante!!

  8. Muito legal esta analogia de erros, pois esta série é muito importante para incentivar a pesquisa sobre o assunto e a época para muitos leigos e fãs em geral!

  9. A carambola foi filmada em destaque naquela cena, lembro-me bem! Fiquei pensando que, talvez, através das “descobertas” dos novos Mundos, os reis recebessem frutas exóticas… kkk… mas, se a fruta em questão chegou lá só no séc 18, erraram feio, foi desnecessária a presença da carambola! Surpreende-me que a produção desta MARAVILHOSA série tenha errado em detalhes como este, de pesquisa tão mais simples do que muitos ( e põe muitos) fatos da intrincada Era Tudor.

  10. Há um excesso de erros históricos na série. Ou é ficção ou não é.

  11. a serie possui muitos erros, mas é muito boa, não vou usar o seriado pra aprender historia msm.

  12. Pouquíssimos erros, levando em consideração a magnitude da produção. Ótima série, muito bem feita.

  13. Nenhum documento seja qual for sua natureza … escritos, imagens, audiovisuais entre outros devem ser considerados como provas do real, então parabéns para quem apontou as falhas do seriado, e para quem se decepcionou, tudo na verdade é uma representação do real e do passado histórico e vamos levam em consideração de como já alguns comentários feitos a série é excelente para uma pesquisa.

  14. E os erros de escalação absurdos? Jonathan rhys meyers como Henrique VIII? Maria Doyle Kennedy como Catarina de Aragão? Ele é muito novo e muito magro ( fora que é um péssimo ator) e é moreno, quando Henrique era loiro meio ruivo. E Catarina, conforme pinturas e descrições da época era pequena e loira!

  15. Como professora de história sou obrigada a reconhecer que isso é ficção, não se pretende, nem se pode esperar que retrate fielmente a história. Importante (e lindo) é que instigue as pessoas a pesquisar história, com genuíno intuito de conhecer, saber. Ser crítico com o que se passa na tela é importante, no caso dessa série e de todas as outras, ou de todos os filmes que busquem na história da humanidade sua fonte de inspiração. Mas não podemos nos esquecer de sermos críticos em relação ao lugar no qual buscamos esse conhecimento. Nesse caso, é essencial prestar atenção mais do que em erros de cenografia ou figurino: quero dizer, embora seja espantoso e até engraçado que deixem passar um relógio em meio a tão suntuosa produção, mais alarmante é falta de referência a fatos históricos importantes ou distorções de outros. Portugal, por exemplo, vai assumindo um importante papel na história europeia da época, mas é retratada como um reino semi-tropical e, ao que me pareceu, pobre. Ainda em relação a Portugal, me espanta que os realizadores do show não tenham tido cuidado mínimo de contratar um ator que realmente falasse português, não um portunhol horroroso. Custava tanto assim? Ok, aqui o problema se assemelha mais ao do relógio, mas me incomodou bastante.
    Enfim, aprendi com um professor incrível que trabalhar com esse tipo de mídia pode ser muito interessante no ensino de história. Isso desde que o professor reconheça e se esmere para desconstruir a aparência de retrato histórico que elas produzem e, ao mesmo tempo, aproveite a sedução da forma com que introduzem um tema. É extremamente trabalhoso, mas o resultado é mágico.
    Infelizmente o trabalho é pouco reconhecido. Não é à toa que já estou mudando de área. Mas ainda assim vislumbro em trabalhos assim (e aqui não me remeto apenas à série, mas também ao do autor do post) um jeito novo de se encarar a história, que, pra muitos não passava de um decoreba sem sentido, passando, com isso, a ser uma infindável fonte de deleite e conhecimento.

  16. silvia ,vc falou falou e criticou os portugas kkkk, e respondendo vc keitty o vetido de casamento na época era preto e deveria continuar a ser pois é assim que acaba a festa a bebedeira kkkk caimos na real que estamos putes de lutoenquanto o casamento durar kkkk, mano parabens por colocar os erros, amei fera …sempre em grande ou pequena produções erros vão ter olhe nossa política ,que erro grotesco kkkk será que vamos arrumar com o dedinho ou de novo enterramos o dedinho ..no lugar errado kkkk bjão

  17. Sendo ficção ou nao, incomoda-me o facto de que a Historia de Portugal nao seja retratada com a mesma fidelidade que outros episódios históricos!!
    Dizer que esse tipo de lapsos que se vem na serie servem pra que nos interessemos pela nossa historia parece-me de facto….desculpas de mau pagador!
    Uma pena mesmo, por a serie até que é boa…..tirando algumas falhas a começar mesmo pelo escolha do próprio elenco!…..enfim

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